Bom, ja faz algum tempo que não escrevo nada, principalmente devido ao fato de estar na reta final do curso de história e da freqüente falta de energia e de paciência causada pela falta de reposição sangüinea após dias e mais dias de intensas aulas práticas de "mais valia"(Valeu Koerich).
Mas estou aqui, trazido pelas últimas notícias da política latino-americana e os conflitos causados pelos intensos choques ideológicos da região (ver o texto intitulado "Neopopulismo?"que escrevi a mais de um ano).
No último sábado, militares colombianos invadem o território equatoriano e matam dezessete membros das FARC, o ato acirra o conflito ideológico entre os países chavistas e a solitária Colombia.
Se analisarmos com calma veremos diversos países alinhados com a política chavista (Equador, Argentina, Nicaragua, etc) e alguns neutros como Brasil, Chile e Uruguai, porém nenhum com tendencias tão estado-unidenses quanto a Colombia. Dentro do território colombiano e lutando por ele com o governo, vemos as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colombia), organização de inspiração marxista que usa a guerrilha como estratégia militar.
No que tudo isso dará??? Bom, como diz Hobsbawn, o historiador não é um profeta, mas seu dever profissional é apontar prováveis caminhos e tendências: As contradições sociais latinoamericanas formam cada vez mais blocos internos ideologicamente extremos e os conflitos entre eles levarão os países à escolhas extremas e novos choques, dessa vez em escala superior, com os países vizinhos.
América Latina foi, e é, um grande barril de pólvora, cada vez mais próximo da explosão.
E a OEA? A OEA não serve pra nada.
Até mais
