Ja começou errado, como um presidente visita um país e não vai a capital? E pior, a maior autoridade nativa ainda tem que ir ao seu encontro para receber uma resposta negativa as suas pretensões sobre a taxação ao álcool brasileiro. Na verdade o intuito verdadeiro da visita é estancar, a, ja comentada de nesse blog, nova fase política da América Latina.
Lógicamente o início do "giro" de Bush no seu quintal foi no Brasil, uma éspecie de "melhor amigo" estado-unidense na América Latina. Mantendo a retórica do quintal, seríamos o "cachorro".
Os governantes americanos acabaram notando que o presidente brasileiro tem pouca influencia nos vizinhos, pelo contrário, é dos "novos populistas" o mais fraco, ideológicamente pouco firme e contraditoriamente o que possui mais apoio parlamentar - talvez por isso tenha tenta dinâmica ideológica.
No final das contas a visita do Imperador serviu para demonstrar a Metrópole o quanto seu governante é querido nos países Latino-americanos, a melhor explicação para essas demonstrações foi dada pelo New York Times, o diário afirmou que as manifestações são "um choque entre o capitalismo aberto defendido pelo sr. Bush e a aproximação com o socialismo impulsionado por líderes de esquerda que cresceram em poder e popularidade". Boa síntese.
