20.12.06

Demitido, repórter da Globo abre o jogo

Pois é, eu a galera dos "Putrid Bastards" vivemos comentando sobre a consagrada profissão de jornalista, talvez devido ao trauma de alguns membros, entre eles eu, mas estamos sempre conversando sobre. Pois bem, um repórter do setor de jornalismo da rede Globo foi demitido e resolveu jogar a "merda no ventilador", tudo aquilo que eu comentava durante o processo eleitoral foi relatado pela "criatura abandonada".
Segue alguns trechos da reportagem, lógico postada exclusivamente no sítio Terra.com.
"Intervenção minuciosa em nossos textos, trocas de palavras a mando de chefes, entrevistas de candidatos (gravadas na rua) escolhidas a dedo, à distância, por um personagem quase mítico que paira sobre a Redação: 'o fulano (e vocês sabem de quem estou falando) quer esse trecho; o fulano quer que mude essa palavra no texto'."
"...Ao lado de um grupo de colegas, entrei na sala de nosso chefe em São Paulo, no dia 18 de setembro, para reclamar da cobertura e pedir equilíbrio nas matérias: 'por que não vamos repercutir a matéria da 'Istoé', mostrando que a gênese dos sanguessugas ocorreu sob os tucanos? Por que não vamos a Piracicaba, contar quem é Abel Pereira?'
Por que isso, por que aquilo... Nenhuma resposta convincente. E uma cobertura desastrosa. Será que acharam que ninguém ia perceber?"
"Quando, no JN, chamavam Gedimar e Valdebran de 'petistas' e, ao mesmo tempo, falavam de Abel Pereira como empresário ligado a um ex-ministro do 'governo anterior', acharam que ninguém ia achar estranho?"
"...Faltando seis dias para o primeiro turno, o 'petista' Humberto Costa foi indiciado pela PF. No caso dos vampiros. O fato foi parar em manchete no JN, e isso era normal. O anormal é que, no mesmo dia, esconderam o nome de Platão, ex-assessor do ministério na época de Serra/Barjas Negri. Os chefes sabiam da existência de Platão, pediram a produtores pra checar tudo sobre ele, mas preferiram não dar. Que jornalismo é esse, que poupa e defende Platão, mas detesta Freud! Deve haver uma explicação psicanalítica para jornalismo tão seletivo!"
"...O que pedíamos era isonomia. Durante duas semanas, às vésperas do primeiro turno, a Globo de São Paulo designou dois repórteres para acompanhar o caso dossiê: um em São Paulo, outro em Cuiabá. Mas, nada de Piracicaba, nada de Barjas.!
Um colega nosso chegou a produzir, de forma precária, por telefone (vejam, bem, por telefone! Uma TV como a Globo fazer reportagem por telefone), reportagem com perfil do Abel. Foi editada, gerada para o Rio. Nunca foi ao ar!"
" ...Os telespectadores da Globo nunca viram Serra e os tucanos entregando ambulâncias cercados pelos deputados sanguessugas..."
"...E o caso gravíssimo das perguntas para o Serra? Ouvi, de pelo menos 3 pessoas diretamente envolvidas com o SP-TV Segunda Edição, que as perguntas para o Serra, na entrevista ao vivo no jornal, às vésperas do primeiro turno, foram rigorosamente selecionadas. Aquele diretor (aquele, vocês sabem quem) teria mandado cortar todas as perguntas 'desagradáveis'. A equipe do jornal ficou atônita. Entrevistas com os outros candidatos tinham sido duras, feitas com liberdade. Com o Serra, teria havido, deliberadamente, a intenção de amaciar. "
O repórter se chama Rodrigo Vianna e quem optar por ler a matéria na integra e só acessar http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1309377-EI6584,00.html

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